domingo, 9 de outubro de 2011

São Nunca

São Nunca é uma expressão utilizada quando alguém quer se referir a um acontecimento que nunca irá ocorrer ou que acontecerá num futuro muito distante. É ainda, o nome de uma casa de shows na Barra com intensa programação de grupos de pagode. Pois foi através de uma dica no Facebook que fomos conferir a feijoada do Highlander. O local que outrora foi um conhecido pub com varandas abertas para a rua, de reforma em reforma o transformou num local sombrio e gelado, sem nenhum contato com o sol que brilhava do lado de fora neste domingo.

Muito bem montada numa grande mesa com reposição constante, apenas os caldeirões de feijão e carnes eram aquecidos e os acompanhamentos servidos à temperatura do ar condicionado do piso superior. Definitivamente talheres de plástico são inúteis para cortar e servir, ainda mais quando acompanhados de pratos de louça. No conjunto da obra a feijoada passa na média, ficando claro que boite e feijoada não são feitos uma para outra. O que pode ser ideal para um show não necessariamente será para uma refeição, sobretudo quando se trata da feijoada que demanda um certo ambiente e luz para dar o colorido ao prato.




A coisa piorou mesmo foi quando soube que apesar da existência de vários telões no salão superior, o Fla x Flu seria transmitido apenas no térreo, ambiente mega congelante, sem mesas nem cadeiras, pois assim a casa poderia fazer o público girar. Não tive dúvida e rumei para o meu boteco pós-praia em Ipanema, o Zig Zag, que já foi digno de post aqui no blog pelo seu delicioso Caldinho de Feijão e onde as torcidas civilizadamente convivem nos dias de jogos.



Chegamos a tempo de encarar todo o sofrimento que só teve um final feliz graças a um certo anjo de nome Álvaro, que recentemente passou a integrar as falanges rubro-negras do Céu ! Posso garantir que foi ele quem encomendou os dois gols da virada.



Serviço:

São Nunca
Av. Armando Lombardi, 333
Tel 21 2492-4111
http://botequimsaonunca.com.br/index.php

R$ 20, homens (com feijoada) até 15hs e depois R$ 30,
R$ 0800, mulheres até 15hs e depois R$ 15,
R$ 7,90 cerveja Itaipava dose dupla



Uma vez Flamengo, Flamengo eternamente !

sábado, 1 de outubro de 2011

Mororó

Nesta ida à Paraíba para visitar meus filhos tive a felicidade de conhecer o Mororó, restaurante em Campina Grande que atrai famílias locais e visitantes pela fidelidade à cozinha sertaneja, pela qualidade de seus produtos e pelo ambiente abrilhantado na presença de Dona Carminha Dantas. Fiz logo amizade com meu vizinho de mesa, o Severiano, que calma e sabiamente degustava uma cachaça Serra Limpa acompanhada de caldo de feijão e abacaxi. Pense numa combinação boa ? O abacaxi produzido na Paraíba é talvez o mais doce do país. Uma colher de caldinho ali, uma talagada aqui, e vc vai longe a tarde toda !





Mororó é um tipo de árvore da caatinga muito conhecida também como Unha-de-Vaca, Pé-de-Boi ou ainda, Pau-de-dar-em-doido. No cardápio culinária típica do Brejo, Cariri e Sertão. A ambientação foi cuidadosamente pesquisada e implementada pelo Paulo, que além de ser muito bom de conversar, é filho e sócio de sua mãe no negócio, ao lado do irmão Everaldo.

Escolhi uma mesa no ambiente da Bodega onde uma coleção de itens remetem à cultura local, tudo junto e misturado num belo mosaico. Ali ao lado um viveiro de belas aves oferecem cores e sons. Enquanto meu filho se divertia no parquinho, acatei a sugestão do vizinho e iniciei os trabalhos com uma dose de cachaça para abrir o apetite.




Feijão verde é o feijão de corda ou fradinho quando ainda não estão maduros para colheita. Uma iguaria regional de tempero levemente adocicado e bastante vivo. Para acompanhá-lo nossa escolha foi carne de sol acebolada, macaxeira (aipim), arroz de leite e farofa d'água. A meia porção serve bem duas pessoas. Tudo espetacularmente gostoso ! Definitivamente um lugar para retornar sempre.






Serviço:
Mororó
Rua Ana Azevedo, s/n (próximo à CPTRAN) - Bairro da Palmeira
Campina Grande - PB
Tel 83 3343-0106

R$ 3,20 a dose de Serra Limpa (para calibrar as idéias)
R$ 5,50 a porção de fava (para tapear o bucho)
R$ 31, a meia porção de Carne de Sol completa (para encher o bucho)
R$ 3,60 sorvete de castanha da casa

sábado, 24 de setembro de 2011

Feijoada da Amizade

A bateria da Acadêmios de Santa Cruz promoveu sua feijoada neste sábado. Foi através do amigo Cláudio e seu filho Pedro, ambos da bateria, que no carnaval deste ano fui iniciado na escola e desde então torcendo pelo seu retorno ao grupo especial.





A quadra foi animada pelo grupo Samba Atrevido enquanto a feijoada era servida pelos integrantes da escola.



No fim da tarde a escola toma postos para esquentar a quadra com os ritmistas, passistas, mestre-sala, porta-bandeiras e sua rainha, cantando os sambas da escola.

"Eu peço paz e amor
O meu sonhar te conquistou
Quero gritar ao mundo inteiro
É Santa Cruz meu sonho verdadeiro
"





A escola possui desde 2001 um programa social voltado para a comunidade local de baixa renda que já beneficiou 1320 crianças com atividades como reforço escolar, dança de salão, capoeira, estamparia e oficina de carnaval. O projeto Crescer acontece na quadra da escola.





Serviço:
G.R.E.S. Acadêmicos de Santa Cruz
Rua do Império, 573 - Santa Cruz
Tel 21 3158-5812
http://academicosdesantacruz.com/s08/

R$ 10, a feijoada com entrada



Um pouco de História...

Foi de um Bloco de Sujo, o Vai Quem Quer, lá pelos anos 50, que começou a desenhar-se a futura Escola de Samba Acadêmicos de Santa Cruz, cujas reuniões iniciais aconteciam no Pontilhão da Rua do Império, esquina com a Rua Campeiro Mor.

No dia 18 de fevereiro de 1959, mais precisamente às 11:10h, um grupo de rapazes descontentes com o bloco carnavalesco "Garotos do Itá", do qual faziam parte, resolveram fundar o Bloco Carnavalesco "Os Acadêmicos de Santa Cruz", a fim de reacender a chama do carnaval no bairro.

De 1960 até 1962 os desfiles foram no próprio bairro.

Em abril de 1962, o Bloco Carnavalesco Os Acadêmicos de Santa Cruz filiou-se à Confederação das Escolas de Samba e passou a se chamar Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos de Santa Cruz, sendo batizada pela Unidos de Bangu.

É bom assim