
O Clube de Regatas do Flamengo decidiu muito sabiamente investir na promoção de sua Feijoada do Mengão, seguindo o exemplo da consagrada mistura de Samba e Feijão. Com todo o respeito aos demais locais, nada se compara com a vista da Lagoa e seu espelho numa tarde de verão.
Família Rubro-Negra unida, rumamos à sede náutica (esporte que originou o glorioso) para um domingo de samba, suor e cerveja !


Flamenguista e Mangueirense que sou, poderia até ser suspeito para comentar a feijoada servida pela Marion e sua equipe... mas o dever profissional me conclama ao desapego. Ocorre que foi elogio comum aos Botafoguenses e Vascaínos presentes, que a feijoada estava impecável ! Carnes nobres, gordura zero e saborosíssima. Sentimos apenas a falta do torresminho e da companhia de uma boa pimenta.
O ambiente é embalado pelo pagode de mesa do Karta Markada, grupo que anima também as Feijoadas da Família Mangueirense, já visitada pelo blog.
Neste domingo quem apareceu fo ia bateria da Mangueira para dar uma palhinha.
Serviço:
Feijoada do Mengão ( todo segundo domingo do mês )
Estádio de Remo da Lagoa
Av.Borges de Medeiros, 997
Tel. 21 7813-3839 / 9792-2935
R$ 35,00 ( entrada + feijoada + camiseta )
R$ 25,00 ( entrada + feijoada )
Um pouco de História...
Gênese no Remo(1895 a 1902)
O Flamengo já nasceu com a garra e o espírito vencedor. A idéia da criação de um grupo organizado de remo surgiu em bate-papos de jovens do bairro no Café Lamas, no Largo do Machado. O objetivo era entrar na disputa com clubes de outros bairros, como o de Botafogo, que já atraíam a atenção das mocinhas da época.
Jovens remadores - José Agostinho Pereira da Cunha, Mário Spindola, Nestor de Barros, Augusto Lopes, José Félix da Cunha Meneses e Felisberto Laport - resolveram comprar um barco. O escolhido foi um já velho, porém adequado às finanças disponíveis. Cotizaram o dinheiro, adquiriram o primeiro patrimônio, que foi nomeado de Pherusa, e fizeram uma reforma completa para utilizá-lo.
No dia 6 de outubro, os jovens, mais Maurício Rodrigues Pereira e Joaquim Bahia, foram dar a primeira volta com o barco. Saíram da Ponta do Caju, na praia de Maria Angu (atual Ramos), de tarde. Mesmo com o tempo ameaçador no céu, Mário Spindola dirigiu rumo à praia do Flamengo. Então, o primeiro grande desafio do grupo surgiu. O forte vento virou a embarcação e os náufragos tiveram que se segurar no que restou da Pherusa.
Na noite de 17 de novembro de1895, no casarão de Nestor de Barros, número 22 da Praia do Flamengo, onde era guardada a Pherusa e depois a Scyra, foi fundado o Grupo de Regatas do Flamengo e, com ele, eleita a sua primeira diretoria. No encontro, foi acordado que a data oficial seria a de 15 de novembro, pois no aniversário do Flamengo sempre seria feriado nacional (Dia da Proclamação da República), e que as cores oficiais seriam azul e ouro, em largas listras horizontais.
A primeira vitória veio no dia 5 de julho de 1898, na I Regata do Campeonato Náutico do Brasil, com Irerê, uma baleeira a dois remos. Nesta época, o Flamengo já reunia seguidores de todas as classes sociais, dos intelectuais, passando pelas famílias tradicionais, até os empregados de comércio, todos torcedores fanáticos do grupo. As mocinhas que caminhavam na praia do Russel acabam sempre no número 22 e a sede do Flamengo ficou conhecida como a "República da Paz e do Amor".
Antes um pouco, em 23 de novembro de 1896, uma das mudanças mais significativas na história do Flamengo. Como as camisas do uniforme, listradas nas cores azul e ouro, eram importadas da Inglaterra e desbotavam com facilidade devido ao sol e ao mar das competições do remo, Nestor de Barros propôs que elas fossem para vermelha e preta. Junto com a mudança das cores e o crescimento do Flamengo, veio a transformação de Grupo em Clube, sugerida pelo poeta e cronista Mário Pederneiras. Estava definitivamente concretizado o amor rubro-negro pelo Clube de Regatas do Flamengo.