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domingo, 12 de agosto de 2012

Dia dos Pais

Dia dos Pais chegando, rumo para a Paraíba comemorar com meus filhotes. Minha filha Mariana nasceu em João Pessoa onde passamos bons anos e tive a oportunidade de cuidar dela desde bebê. Nesta época tivemos uma pousada improvisada e muita diversão. Fiz bons amigos durante o período que lá vivi e aproveitamos para fazer um encontro de gerações. Dudu é carioca da gema como o pai. Sonho mesmo é com eles morando comigo de volta ao Rio.



E a feijoada ? No caminho para a praia do Poço, passamos por uma curiosa barraca que anunciava Feijoada, Dobradinha e Fava. Paramos obviamente para dar uma checada e acabei provando um pouco de cada.



Adriana é a dona do negócio, que vem a ser um buffet-reboque. Seu posto de trabalho fica aos sábados e domingos na calçadinha da Praia de Intermares, próximo ao bar do Surfista e no acesso principal de chegada e saída do bairro. A refeição é do tipo pare, prove e leve em quentinhas acompanhadas de farofa e arroz. O único senão é o vento intenso que não permite o caldeirão manter os caldos quentes. Almoço gostoso e rápido para levar para casa. Está anotado na agenda para uma próxima visita.




Felicidade é curtir meus filhos ! Parabéns aos Pais e Filhos de todas as gerações.




Serviço:
Panela de Barro
Praia de Intermares, Cabedelo, PB
R$ 12, a quentinha (serve 3)

domingo, 25 de março de 2012

Fava

Na região Nordeste do país é muito comum encontrar a Fava associada à Feijoada, servida cozida com carnes de porco. Juntando a esta iguaria o conhecido Rubacão, uma mistura de arroz, feijão macassar, queijo de coalho e carne de sol, vc terá uma típica refeição paraibana. Suco de graviola, mangaba ou cajá para acompanhar. Depois é só deitar na redinha e tirar um cochilo para se refazer da comilança.





Para conhecer de verdade a cultura de uma cidade só mesmo visitando suas feiras livres. Em João Pessoa o Mercado Central reune toda a diversidade gastronômica do Nordeste, das favas ao feijão verde debulhado na hora, da carne de sol ao bucho, da castanha de caju ao fruto, do doce abacaxi ao queijo de coalho ou manteiga. Uma festa de cores e sabores para apreciar com calma, degustando e educando o paladar.





E onde mais vc paga 1 real por um coco gelado na beira da praia ?



Serviço:
Fava Praia Bar
Avenida Epitácio Pessoa, 5065 - Tambaú
Tel 83 3247-0817

R$ 6,50 a jarra de suco de frutas diversas (polpa)
R$ 5,90 a porção pequena de fava
R$ 12,90 a porção média (nossa escolha)
R$ 17,90 a porção grande
R$ 24,90 a porção de rubacão acompanhado de farofa d'água

Mercado Central
Avenida Dom Pedro II - Centro

Duro mesmo é ter que voltar e deixar meus tesouros por lá...


Sobre a Fava

A fava (Vicia faba) é uma planta da família das leguminosas agora renomeada Fabaceae, não trepadeira, que produz vagens grandes, dentro das quais se formam as sementes. É um alimento de grande importância desde a Idade da Pedra. Povos antigos, tais como os Gregos, Egípcios e Romanos bem como em muitos países do Médio Oriente já a apreciavam bastante. É incerta sua origem, no entanto, admite-se que seja da região do Cáspio e do Norte da África.

É uma planta perfeitamente adaptada a climas mediterrâneos, onde tem um papel preponderante na dieta, especialmente no início da Primavera, quando existe pouca diversidade nas hortas. É muito rica em proteínas e carboidratos, embora pobre em vitaminas. Alcança cerca de 1,20 m de altura e produz flores grandes, brancas ou róseas, às vezes arroxeadas, com mácula preta.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

De papo pro ar

No carnaval cumpri meu compromisso com as irmãs Carmelitas na 6a feira e no dia seguinte fugi para passar férias com meus filhos na Paraíba.

Um passeio de canoa pelo rio pode lhe conectar a paraísos perdidos e a promessa de um almoço numa caiçara de pescador no retorno era tentadora. A dica foi do meu amigo irmão Ari que nos acompanhou nesta jornada de João Pessoa até à Baía da Traição no litoral norte do estado.

Foi então remando que saimos de Camurupim e bem lentamente, apreciando a paisaem, chegamos à Coqueirinho do Norte, uma praia situada em área de demarcação indígena no litoral paraibano. Até pouco tempo nem energia chegava por lá. Até agora poucos conhecem o caminho e desfrutam desta maravilhosa praia protegida por arrecifes e ladeada pelo manguezal do rio Mamanguape. Área de preservação do Projeto Peixe Boi.



Caminhada na praia, um mergulho no mar, outros no rio e voltamos de canoa para o almoço. No cardápio galinha à cabidela (molho pardo), peixe fresco e aratu, um crustáceo vermelho incomum que se cria nos mangues vizinhos. Tudo acompanhado de um delicioso feijão verde, arroz branco, pirão e salada. Pimenta pra temperar, suco de cajá pra refrescar e uma redinha pra descansar.

Na companhia dos meus filhotes eu não quero outra vida...





"Eu não quero outra vida
Pescando no rio de Jereré
Tenho peixe bom
Tem siri patola
Que dá com o pé

Quando no terreiro
Faz noite de luar
E vem a saudade me atormentar
Eu me vingo dela
Tocando viola de papo pro ar

Se compro na feira
Feijão, rapadura
Pra que trabalhar
Sou filho do homem
E o homem não deve
Se apoquentar"

De papo pro ar, Joubert de Carvalho




Serviço:
Bar do Tingo - Camurupim
Baía da Traição, PB
Tel 83 3625-9099 Tingo e Sandra (ligue e reserve sua refeição)


Sobre o autor da canção "De papo pro ar"

Nascido no Triângulo Mineiro, era um dos treze filhos do fazendeiro Tobias de Carvalho e de dona Francisca Gontijo de Carvalho.Tinha nove anos quando o pai comprou um piano, onde Joubert passou a tocar, de ouvido, os dobrados que ouvia na banda local. Aos doze, tendo terminado o curso primário em Uberaba, Joubert mudou-se com a família para São Paulo, por conta da preocupação do pai com a educação e formação dos filhos, que foram estudar no Ginásio São Bento.

A primeira composição de Joubert, a valsa Cruz Vermelha, foi inspirada no hospital infantil do mesmo nome, que havia em São Paulo, e cujas primeiras notas haviam sido tiradas no piano da infância.O pai permitiu a Joubert que vendesse as partituras, desde que o dinheiro revertesse em benefício do Hospital Cruz Vermelha. O relativo sucesso alcançado pela música animou Joubert a compor outras peças, que entregava à Casa Editora Compassi & Camin, com autorização de seu pai, desde que o pagamento se resumisse a alguns exemplares para Joubert distribuir aos amigos.Durante o curso ginasial Joubert foi se familiarizando com os clássicos, na casa de uma tia pianista.

Em 1919 Joubert foi para o Rio de Janeiro, onde o ensino era de melhor nível e, em 1920, entrou para a Faculdade de Medicina. Com uma mesada de 500 mil réis, Joubert continuava a compor e, durante uma de suas visitas a São Paulo, o editor fez novos pedidos, com a oferta de 600 mil réis mensais. Como o filho havia obtido êxito nos exames, o velho Tobias não só se rendeu, como manteve a mesada, propiciando ao jovem Joubert uma vida de estudante rico, que podia até mesmo morar em hotel.

Nessa época, influenciado por ritmos estrangeiros, Joubert compôs diversos tangos, como Cinco de Janeiro, dedicado ao sanitarista Oswaldo Cruz. Sua primeira composição gravada foi a canção Noivos, lançada em 1921. Mas seu primeiro grande sucesso viria em 1922 com O Príncipe, composta por inspiração da chuva e que seria sua primeira composição gravada no exterior, em 1931. No ano seguinte, 1923, compôs o tango Lindos olhos. "De papo pro á" foi lançado, com sucesso, por Formenti, em 1931, e revivido por Inezita Barroso, em seu LP Canto da Saudade.

Joubert de Carvalho nunca bebeu, nunca foi boêmio; bares e botequins jamais o atraíram. Homem culto e refinado, chegou também a escrever um romance: Espírito e Sexo, que se aproxima do ensaio social. Como médico, também foi muito talentoso e um dos pioneiros no Brasil em Medicina Psicossomática. Autor de mais de setecentas composições editadas, no final da vida, Joubert se afastou do mundo musical, pois os novos estilos surgidos deixaram pouco espaço ao romantismo do seresteiro que, de certa forma, ele foi. Joubert de Carvalho morreu no dia 20 de setembro de 1977, vítima de pneumonia, deixando importante legado para a música popular brasileira.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Joubert_de_Carvalho

sábado, 1 de outubro de 2011

Mororó

Nesta ida à Paraíba para visitar meus filhos tive a felicidade de conhecer o Mororó, restaurante em Campina Grande que atrai famílias locais e visitantes pela fidelidade à cozinha sertaneja, pela qualidade de seus produtos e pelo ambiente abrilhantado na presença de Dona Carminha Dantas. Fiz logo amizade com meu vizinho de mesa, o Severiano, que calma e sabiamente degustava uma cachaça Serra Limpa acompanhada de caldo de feijão e abacaxi. Pense numa combinação boa ? O abacaxi produzido na Paraíba é talvez o mais doce do país. Uma colher de caldinho ali, uma talagada aqui, e vc vai longe a tarde toda !





Mororó é um tipo de árvore da caatinga muito conhecida também como Unha-de-Vaca, Pé-de-Boi ou ainda, Pau-de-dar-em-doido. No cardápio culinária típica do Brejo, Cariri e Sertão. A ambientação foi cuidadosamente pesquisada e implementada pelo Paulo, que além de ser muito bom de conversar, é filho e sócio de sua mãe no negócio, ao lado do irmão Everaldo.

Escolhi uma mesa no ambiente da Bodega onde uma coleção de itens remetem à cultura local, tudo junto e misturado num belo mosaico. Ali ao lado um viveiro de belas aves oferecem cores e sons. Enquanto meu filho se divertia no parquinho, acatei a sugestão do vizinho e iniciei os trabalhos com uma dose de cachaça para abrir o apetite.




Feijão verde é o feijão de corda ou fradinho quando ainda não estão maduros para colheita. Uma iguaria regional de tempero levemente adocicado e bastante vivo. Para acompanhá-lo nossa escolha foi carne de sol acebolada, macaxeira (aipim), arroz de leite e farofa d'água. A meia porção serve bem duas pessoas. Tudo espetacularmente gostoso ! Definitivamente um lugar para retornar sempre.






Serviço:
Mororó
Rua Ana Azevedo, s/n (próximo à CPTRAN) - Bairro da Palmeira
Campina Grande - PB
Tel 83 3343-0106

R$ 3,20 a dose de Serra Limpa (para calibrar as idéias)
R$ 5,50 a porção de fava (para tapear o bucho)
R$ 31, a meia porção de Carne de Sol completa (para encher o bucho)
R$ 3,60 sorvete de castanha da casa