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sábado, 23 de abril de 2022

Macondo Raízes Colombianas

Inspirado na obra de Gabriel García Márquez e decorado com reproduções de suas passagens literárias nas paredes, Macondo é um pequeno restaurante de raízes colombianas no bairro de Pinheiros, São Paulo. A simplicidade de suas mesas e atendimento surpreende no primeiro olhar atento ao cardápio, sendo difícil a escolha para quem só estava de passagem.


A empanada de lechoa (leitoa) na massa à base de milho é um bom começo para se entender com as particularidades desta culinária.

Bandeja Paisa Macondo é ideal para mergulhar nos temperos e ingredientes típicos. O feijão roxo acompanhado do arroz branco, ovo, torresmo, banana da terra e carne bovina até lembram a nossa combinação diária, sendo porém enriquecido pela arepa, abacate, morcilla e linguiça colombiana.

 

Limonada de Coco é uma delícia que pode ser adicionada ao rum para uma típica experiência colombiana.

O restaurante participa do São Paulo Restaurant Week, com opções de ostras para entrada e pancetta com camarões e purê de banana da terra para o principal. Na sobremesa a típica Oblea de dulce de leche fecha o pedido.

Entrou para lista de desejos retornáveis em São Paulo.



Combinamos o programa com a visita à Pinacoteca que recebe a mostra de Adriana Varejão. Top.




Serviço:
Macondo Raízes Colombianas
Rua Cardeal Arcoverde, 1361 - Pinheiros, São Paulo - SP
@macondo_raizes_colombianas






sábado, 5 de agosto de 2017

Porquinho à Paulista Dia 3 - Petí

Dia 3 - Petí

Quer uma experiência incrível no precinho, perguntou a amiga Sônia ? O Petí foi laureado este ano com o prêmio Bib Gourmand (boa cozinha e bom preço) do Guia Michelin e no ano passado como Chef Revelação pela Veja Comer e Beber SP.  Então caro leitor, estando na cidade dê o seu jeito para conhecer pois só abre para o almoço e lota rapidinho.

Curiosamente a entrada fica numa loja de material de pintura. Vá até o fundo e desça a escada. O pequeno ambiente para 42 convivas é charmoso e a cozinha é do tipo aquário integrada ao salão.

 
 

O menu composto de entrada, principal e sobremesa muda semanalmente. Sempre tem uma opção vegetariana e os sucos vivos são um must na casa. As bolachas trazem mensagens poéticas escritas à mão.

Iniciamos pelo chili de cogumelos, creme azedo, tortilha de cacau e broto de coentro.

 

Para a minha sorte um suíno aparecia entre as opções de principal como filé mignon de porco, eryngui (tipo de cogumelo) na brasa, terrine de mandioquinha e jus de cerveja preta. Melhor opção foi o peixe com risoni, alcachofra, compota de tomate e bisque de camarão.

 

No capítulo sobremesas a insuperável ganache aerada de chocolate e sálvia, com cake de erva mate e gel de cambuci em par com a mousse de caramelo com gelatina de maçã do amor e sorbet de maçã verde.

 

Tudo muito gostoso, muito peti também. Confesso que no meio da tarde já tinha uma fominha me esperando.

"Um conceito. Uma paixão. Um modo de vida. A gastronomia é muito mais do que alimentar. É um mix de sensações a serem despertados e descobertos. São seus sentidos envolvidos em um único prato. O olfato despertando sua vontade, a visão despertando o apreço e a satisfação pela comida, a explosão do paladar trazendo as mais diversas sensações. O objetivo é levá-los à uma viagem de prazeres. Visando sempre produtos e ingredientes de primeira qualidade. É uma brincadeira com os sentidos do ser humano, a arte a ser expressada, a paixão pelos sabores e pela cozinha."

Chef Victor Dimitrow

Aproveitamos o après midi para visitar a expo Toulouse Lautrec em Vermelho no MASP que traz a intimidade do artista nos cabarés da Paris do século 19.

 

Serviço:
Petí (Pintar Materiais Artísticos)
Rua Cotoxó, 110 - Vila Pompeia, São Paulo, SP
Tel (11) 3873-0099

R$ 43,50 couvert + entrada + principal + sobremesa

Almoço de segunda a sábado das 12h00 às 15h00

https://www.facebook.com/restaurantepeti/
https://www.petirestaurante.com.br/menu

MASP
Av. Paulista, 1578 - Bela Vista, São Paulo, SP

http://masp.art.br/masp2010/

sábado, 29 de julho de 2017

Porquinho à Paulista Dia 2 - Casa do Porco

Dia 2 - Casa do Porco

Pesquisando na Veja SP encontrei a Casa do Porco, que convenhamos, tem tudo a ver com o blog. Meu amigo Paulo (o mesmo do Dia 1) confirmou ser um espetáculo e marcamos no meio da tarde para encontrar.


Eram 14h45 de uma terça feira gélida e o local estava lotado. Fila de espera de 30 minutos e só na calçada do lado de fora com frio amenizado pelos aquecedores. Lá dentro uma casa com ambiente temático onde logo se percebe que do porco tudo é aproveitado.

 

Já sentados numa mesa tipo comunitária pedi sugestões ao amigo que logo desfiou seu conhecimento do menu sugerindo algumas porções para provarmos como o tartar de porco. Foi neste momento que lembrei das aulas de vermes que tive no colégio e disse que não toparia. Pedi então ao garçom para dar uma olhada no menu onde percebi a sugestão "De tudo um porco" para quem está curioso sobre o que é servido naquele ambiente.

Meu, mano, brother, cara, dude, foi a melhor pedida para um iniciante no local. Uma sequência de pequenas porções farão vc mudar a percepção do que são as carnes de porco.

Começamos com finas fatias de presunto royal e pancetta feitos ali mesmo acompanhados de pão e entretenimentos.

 

Eu não sabia mas logo na sequência descobri que me aguardava o tal tartar de porco. O que fazer ? Trocar seus conhecimentos colegiais por uma experiência desconhecida e incerta ? Sim ! Há que se arriscar nesta passagem. Para o meu deleite o tartar elevou imensamente o meu prazer fazendo abandonar, temporariamente, as aulas da infância. E meu amigo com aquela cara de: Eu te disse, eu te disse.

O tartar de porco maturado servido com tutano e cogumelo veio acompanhado do inusitado sushi de papada de porco com tucupi preto e nori.

Na sequência veio a sanguiça (linguiça de sangue) com tangerina e broto orgânico fazendo par com a costelinha suína com algas marinhas, arroz e alface romana.

Depois o croquete de porco com mostarda de tucupi e pimenta fez par com a barriga de porco com cebola roxa e pimenta fermentada montados no pão no vapor.

Passamos para a versão da casa para o virado à paulista com carne de porco, feijão, couve, linguiça e ovo de codorna ladeado pelo torresmo de pancetta com molho de goiabada.

 
 

Como prato principal o San Zé, que entendi ser a versão da casa para a feijoada, composto de porco, tutu de feijão, couve, tartar de banana e farofa de alho.

 

O menu "De tudo um porco" terminava aqui e para sobremesa pedimos repeteco do torresmo com molho de goiabada. O cafezinho para fechar vem acompanhado de queijo e doce. Opa, este doce tem gosto de gordura ? Sim respondeu o garçom, é bacon. Chorei.

 

Essa é hora que vc sente gratidão pela experiência compartilhada com amigos. Apesar de individual este menu é perfeito para dividir com alguém especial como a Naná que me acompanhou nesta (e em todas) viagem gastronômica.


Serviço:
Casa do Porco
Rua Araújo, 124 - República, São Paulo, SP
Tel: (11) 3258-2578

https://www.facebook.com/acasadoporcobar/

domingo, 1 de novembro de 2015

Esquina Mocotó

De volta ao Mocotó, agora para conhecer a nova investida do chef Rodrigo Oliveira, o Esquina Mocotó coladinho no original, é uma proposta mais arrumada e ampla, com pratos bem apresentados e que levou o prêmio de Melhor Regional da Veja SP desta última edição.


Chegamos no meio da tarde e sem reserva, sabendo que o restaurante fecharia as portas às 17h. A fila de espera de uma hora nos levou ao balcão do bar do vizinho para bebericar e beliscar um pouco, onde a fila para mesa era de duas horas de espera...



Caipirinhas na mão e dadinhos de tapioca a caminho eis que chega a boa notícia: a fila andou e por desistência fomos convidados a entrar.

Uma equipe jovem cuida do serviço de bar logo à entrada do Esquina e das mesas mas nada do Chef por perto. O artigo da revista informa que ele montou a equipe para representá-lo, o que é muito comum quando a fama arregaça as portas da mídia e o chef de cozinha assume funções multi-tudo.


Fomos muito bem atendidos à mesa por um jovem garçom que tomou os pedidos. Éramos quatro o que facilitou só um pouquinho a difícil tarefa da escolha dos sabores daquela tarde.

Acompanhando os imperdíveis "não dava pra não pedir" dadinhos de tapioca, escolhemos os bolinhos de carne-de-sol com creme de requeijão e na sequência a linguiça de carne-de-sol com cebola roxa e pimenta biquinho.

Cerveja Mocobreja Bamberg Helles para acompanhar. Pratos na mesa. Mãos à obra !


Até aí nada de muito impressionante apesar da criatividade na deconstrução que o chef usa nas receitas de regional nordestino. O bolinho não lembrava de longe sua origem e a linguiça recheada de carne de sol estava ok.

Partindo para o principal escolhi a costelinha de javali acompanhada de cuscuz de milho, feijão guandu e folhas refogadas. A Naná foi de paçoca de pato com ovo caipira, feijão branco e linguiça defumada. A Sonia mirou no prato da foto da Veja SP, o polvo grelhado acompanhado de polenta, acelga e caldo de suã e a Kriko foi no novo clássico da casa, a carne de sol artesanal com baião de dois sertanejo.



Meu javali tinha pouquíssima personalidade apesar da beleza da apresentação. A paçoca de pato era intrigante e com certeza não teríamos pedido se soubéssemos antes que a ave viriia esturricada e além disto o vinaigrete no feijão simplesmente matou a possibilidade de equilíbrio no prato. O polvo grelhado foi uma surpresa excepcional mas o grande show veio do novo clássico. A tenra carne de sol harmonizava belissimamente com o melhor baião de dois que já provei, e aqui há que se considerar os 8 anos que morei em três cidades do Nordeste com muitas visitas ao interior.

Antes do almoço visitamos a Livraria Cultura da Avenida Paulista e a feirinha da pracinha Benedito Calixto, programinha bem legal para conhecer o que está rolando nas artes paulistanas.




 São Paulo é tudibom !



Algumas ocorrências no serviço do restaurante foram desapontadoras. O atencioso garçom do início deixou o turno sem despedida nem informar quem seria o seu colega que iria nos acompanhar. Como resultado ninguém retornou à mesa para oferecer mais uma bebida ou qualquer outro serviço durante todo o almoço.

Ao solicitar à atendente que limpava uma mesa próxima para que trouxesse outra cerveja ela fez que sim com a cabeça mas nada fez, para só na segunda solicitação informar que "não era com ela mas iria chamar a pessoa". Já era próximo do fechamento do restaurante só havia cerca de 10% das mesas ocupadas. Tive então que levantar a garrafa e pedir em tom alto se alguém poderia nos servir.

Logo depois percebemos que o ar condicionado parou de funcionar. Soubemos que está programado para encerrar junto com o horário de funcionamento do restaurante portanto é melhor que o seu pedido chegue, que você deguste, pague e saia até às 17h. Assim todos os funcionários irão felizes embora e vc não precisará suar em ambiente fechado.

Me parece que é hora do chef voltar dos seus afazeres externos e cuidar do que tão belamente vem construindo pois sempre é tempo de retornar ao Mocotó para descobrir as novas criações do Rodrigo.

Serviço:
Esquina Mocotó
Av. Nossa Senhora do Loreto, 1108 - Vila Medeiros
São Paulo
Tel 11 2949-7049